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Um novo jeito de descobrir o mundo

Indochina

A região peninsular no Sudeste asiático conhecida como Indochina é formada por Laos, Camboja e Vietnã. Lugar de paisagens misteriosas, pacíficas e grandiosas, repletas de significados religiosos e de marcas do passado, a Indochina é famosa por seus templos budistas e pela receptividade de seu povo. Apesar de não pertencer à Indochina, incluiremos a Tailândia nessa postagem, acrescentando à mistura a beleza imensurável de suas praias. Os quatro países escondem belezas e fenômenos naturais que encantam os viajantes, com uma cultura belíssima e gastronomia incrível (sim, há algumas excentricidades, mas a culinária local é rica e é fácil encontrar cozinhas internacionais por lá).

Camboja

Lugar intenso, deslumbrante e emocionante, o Camboja encanta por suas belezas naturais e pelo povo alegre e espiritual. Apesar do passado violento e destrutivo recente, o país hoje aflora com sua bela cultura e a conservação de sítios históricos e templos.

Os mercados, feirinhas e barracas oferecem de tudo e atraem turistas e locais. No enorme Mercado Central de Phnom Penh (capital do país) encontra-se de tudo (até o que você nem sabia que precisava). Quando o Mercado fecha, uma feira noturna levanta suas barracas e espalha-se pelas ruas ao redor. Durante o dia podem-se explorar várias atrações, a começar pelo Palácio Real. Dourado por fora e cercado por jardins coloridos, ele fica ao lado do Museu Nacional, que possui uma rica coleção de 14 mil itens, entre esculturas, objetos de arte e de arqueologia. Wat Phnom, o principal ponto turístico da capital, é um templo budista do século 14 que se ergue sobre uma colina.

O passado triste pode ser sentido nos chamados “killing fields”, campos onde as vítimas do genocídio provocado pelo Khmer Vermelho eram enterradas em valas comuns. O mais conhecido desses campos é o chamado Choeung Ek, que possui um monumento ao centro, cheio de crânios das vítimas. O Museu do Genocídio Tuol Sleng conta a história desse período negro, em que o ditador Pol Pot liderou o extermínio de mais de um milhão a três milhões de pessoas, por serem intelectuais ou contrários ao governo. A tristeza desse lugar é suavizada pela beleza da natureza que surge ao lado das estradas e pelo sorriso tímido, mas sempre presente, dos locais.

A cerca de 400 quilômetros da capital está Siem Reap, uma cidade com ares de vilarejo, mas dotada de tudo que um bom destino turístico pode oferecer. Nos últimos anos, houve um crescimento de bons hotéis e estabelecimentos na região, onde pode-se encontrar bares e restaurantes com cardápios em inglês, o agitado mercado noturno de Psar Chaa e os spas à moda asiática. Um dos motivos desse progresso é o Parque Arqueológico de Angkor – uma área de 1000 quilômetros quadrados, onde incríveis florestas verdes entremeiam as ruínas de sítios arqueológicos e templos, dentre eles o templo de Angkor Wat, o mais místico e imponente deles. Ainda em Angkor, há o fascinante templo Ta Prohm, cujas estruturas estão envoltas pelas raízes de grandes figueiras. Angkor Thom é outro ponto popular, um enorme complexo de quase 10 quilômetros quadrados cheios de monumentos e rostos esculpidos em pedras em suas torres.

Laos

O país é um local de ritmo completamente diferente do que estamos acostumados. O local convida à contemplação, com a calma e virtude típicas de uma população budista.

Luang Prabang (tombada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO), cidade do Laos, é famosa pelo ritual “Tak Bat”, no qual os monges tomam as ruas ao amanhecer, em seus trajes laranjas, e recebem oferendas da população (como comida e incenso). Colonizada pelos franceses, é possível notar sua influência nas belas fachadas das casas, nas ruas de paralelepípedo e nas confeitarias com baguetes e bolos no estilo europeu.

O suntuoso Palácio Real, Haw Kham, abriga atualmente o Museu Nacional e conta com uma preciosa exibição, propriedade da antiga família real do Laos. Ocasionalmente os turistas podem assistir a apresentações de dança e teatro em seus belos jardins. Uma boa opção de programação é subir o monte Phousi e admirar a maravilhosa vista do topo, por sobre os rios Mekong e Khan, e as maravilhosas montanhas ao redor. Outro passeio incrível é passear pela floresta até as cascatas e piscinas naturais. A dica é levar uma lanterna: há várias grutas pelo caminho, com várias estátuas de Buda em seus interiores. A mais famosa delas, Pak Ou, guarda uma coleção de Budas, desde alguns centímetros a até dois metros de comprimento.

Vietnã

O país uma vez assolado pela guerra apresenta, hoje, uma mistura de passado e futuro em suas cidades modernas. Percebe-se as marcas em seu povo, que é mais sério e fechado que seus vizinhos do Laos ou Camboja, mas o olhar dos nativos é para o futuro.

A metrópole Ho Chi Minh, antigamente chamada Saigon, conta com lojas de grife, shopping centers luxuosos, edifícios futuristas e estrutura turística incrível. Uma grande atração da cidade são os túneis de Cu Chi – complexo de túneis inicialmente elaborados em 1948 para proteger os guerrilheiros vietcongues dos bombardeiros. Os túneis também serviam como rotas de comunicação, local de armazenamento de comida e armas, além de hospitais e residência para guerrilheiros durante a guerra contra os americanos. Uma visita às vilas subterrâneas permite uma melhor compreensão da história dos túneis, a dureza da vida em seu interior e a resiliência vietnamita durante o combate.

Outro ponto turístico e marco histórico da cidade é a Catedral de Notre Dame, um edifício de tijolos vermelhos com espirais simétricas baseadas na construção original de Paris. Há também o Palácio Presidencial, quartel general do governo de Ho Chi Minh durante a guerra contra os EUA, que revela a história da cidade durante seu turbulento passado recente. Outro local que relembra a guerra é o Museu de Restos de Guerra, onde pode-se ter uma visão significativa desta guerra através dos olhos dos habitantes locais por meio de fotos.

Fora de Ho Chi Minh, o Vietnã guarda preciosidades como Hoi An, que foi um próspero porto mercantil entre os séculos XVII e XIX. Hoje, esta cidade antiga listada como Patrimônio Histórico da UNESCO possui prédios bem preservados, ruas repletas de pedestres e uma cozinha única, o que permite ao visitantes ter uma visão de seu passado ilustre. Existem muitos locais a serem visitados, incluindo casas antigas de mercadores com influência arquitetônica chinesa, japonesa e vietnamita; a ponte coberta japonesa de 400 anos; o Hall da Assembleia Chinesa de Chaozhou com suas belas peças de madeira esculpida; e o colorido mercado com suas barraquinhas repletas de produtos típicos como seda, que podem ser transformadas em roupas em um dia ou dois. Uma dica é fazer a viagem coincidir com o dia 14 de qualquer mês, quando se celebra o festival das luzes: de noite, as ruas se enchem de lanternas coloridas, e brinca-se de ba choi, jogo tradicional vietnamita que envolve cantoria e cartas. Tem mais: para os fãs do mar, a praia Cua Dai, a apenas 4 quilômetros dali, é calma e repleta de bons restaurantes.

Hanoi, outra grande cidade vietnamita, é cheia de charme com seus edifícios coloniais em tom amarelo-alaranjados, alamedas ladeadas por árvores e deslumbrantes vistas para lagos. Dentre os pontos turísticos mais conhecidos da cidade está o Mausoléu de Ho Chi Minh, um monumento imponente construído em mármore e granito, onde repousam os restos mortais do “Tio Ho”. A uma curta caminhada do Mausoléu fica a residência de Ho Chi Minh e o Templo de Um Pilar, em forma de lótus, que se apoia em uma única pedra que emerge da água. Outro ponto conhecido é o Templo da Literatura, a primeira universidade dos filhos dos mandarins, onde pode-se conhecer a cultura de Hanoi e apreciar a antiga arquitetura vietnamita. A alguns minutos de carro da cidade fica o Museu de Etnologia, que oferece uma visão fascinante sobre os 54 grupos étnicos do Vietnam.

Tailândia

Lugar de contrastes, a Tailândia mescla o caos das ruas da capital, Bangcoc, com a paz e serenidade dos templos e praias. Com a mente receptiva e os sentidos afinados somos capazes de absorver os cheiros, cores, sabores e gestos que nos bombardeiam a cada passo, sempre numa intensidade maior do que esperam os nossos parâmetros ocidentais. Ao sul, as praias de Koh Phi Phi e Phuket, entre muitas outras, proporcionam ao visitante vastos trechos de areia fina e branca, cercados de cenários cuja beleza chega a ser difícil de acreditar. Ao norte, este país budista expõe a sua espiritualidade à flor da pele em cidades sagradas como Ayutthaya e nos templos de Chiang Mai, que já foi sua capital (religiosa, inclusive). Na frenética Bangcoc, o frenesi tailandês atinge o seu auge, numa das metrópoles mais fascinantes do planeta com templos, arranha-céus e luzes de néon.

Na capital, pode-se acompanhar o rito de cantos matinais dos monges, no templo Wat Po. Um dos templos mais antigos de Bangcoc, é lá que está o famoso Buda reclinado; é também o local da escola original de massagem tailandesa. Outro ponto turístico da cidade é o Grande Palácio, o mais importante e espetacular palácio real da Tailândia. O misterioso Buda de Esmeralda, a mais reverenciada imagem de Buda da Tailândia, agora fica abrigado aqui.

Um programa interessante é entrar em uma das antigas casas de chás para desfrute de uma xícara de chá com os locais, antes de explorar o movimentado mercado de Talad Kao, onde estão expostas grande variedade de alimentos, frutas frescas, frutas secas e ervas medicinais chinesas. Na área rural próxima à cidade encontra-se o Parque Histórico de Ayutthaya, onde se encontra o Palácio de Verão de Bang-Pa-In, localizado ao norte de Bangcoc. Esta maravilhosa estrutura representa uma fusão perfeita das arquiteturas do Oriente e Ocidente com magníficos jardins que datam do século XVII. Indo um pouco adiante, chega-se a Ayutthaya, que foi a capital do reino Tailandês por 417 anos. A cidade foi fundada em 1350 pelo Rei U-Thong e em 1767 foi destruída pelo exercito da Birmânia, resultando em colapso do reino. Atualmente as ruínas da cidade antiga são listadas como Patrimônio Cultural pela UNESCO. Pode-se caminhar pelas ruínas do Wat Prasrisanphet, um antigo templo durante os dias de glória de Ayutthaya, continuando até Wat Mahathat, onde as raízes de uma árvore rodeiam a cabeça do Buda.

Dentre as praias mais conhecidas, estão Phuket e Koh Phi Phi. Você pode ter ouvido falar maravilhas de Phuket: as praias são magníficas e alguns dos hotéis mais luxuosos da Tailândia estão ali. Longe da praia de Patong, onde os néons, os milhares de turistas em busca de prazeres e o caos imperam, existe uma Phuket pacata e pouco conhecida. A região noroeste desta ilha conectada ao continente por uma ponte ainda é extremamente – e milagrosamente — tranquila. As praias de Ao Bang Thao e Hat Nai Ton têm alguns hotéis e condomínios de superluxo discretamente posicionados nas encostas, e as praias de Hat Nai Yang e Hat Mai Khao (um parque nacional) são frequentadas por um público 90% tailandês.

Já Koh Phi Phi é a famosa ilha do filme “A Praia”, estrelado por Leonardo DiCaprio. A ilha de Koh Phi Phi Don concentra a “civilização”. Lá estão os hotéis, restaurantes, centros de mergulho e bares, espremidinhos no vilarejo que cresceu como pôde entre as praias de Ton Sai e Loh Dalam. Já Koh Phi Phi Leh, onde fica a tal da praia famosa (Maya Bay), foi tombada como parque nacional. Apesar de ficar bem cheia de visitantes durante o dia, tudo está ali do jeitinho que você viu no cinema. Neste pequeno arquipélago, o espetáculo vem com direito a bis: ambas as ilhas têm a forma aproximada de uma maçã mordida dos dois lados, com duas baías, uma de costas para a outra. Com águas mansas e absolutamente cristalinas, elas são cercadas por majestosas falésias de pedra calcária, que dão uma sensação de isolamento e cuja beleza chega a ser difícil de assimilar – principalmente na hora do pôr-do-sol, do topo do mirante conhecido como “View Point”, cercado de cajueiros.

(Fontes: http://viajeaqui.abril.com.br/ e http://www.viajenaviagem.com/)

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Publicado às 08/09/2014 por em Destinos exóticos e marcado , , , , , , , , .

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